Um lugar pra recordar

“Uma cidade unida pelos telhados, e completamente separada debaixo deles”. 

Estávamos no telhado do mercado de Jerusalém, onde a vista é incrível. Chegamos até lá com um grupo de turistas e a simpática Iel, guia da cidade. A frase dela ficou na cabeça e abriu caminho pra entender as histórias e conflitos de toda aquela gente, que jamais abriu mão da sua fé, nem mesmo pela paz.

imageAo final de 2 horas passeando pelas estreitas ruas da Cidade Velha, eu estava diante da Holy Sepulchre, a igreja construída sob o lugar onde Jesus Cristo foi crucificado, morto e ressuscitado. E Quem acredita nisso, como eu, não pode passar imune a esse lugar e a todos os outros onde Ele escreveu sua história – pisou, ensinou, viveu e sofreu. Lugares incrivelmente simples, que enchem a gente de uma energia forte, verdadeira e indescritível.

Hoje é meu terceiro e último dia em Jerusalém. Ou não. A história dessa terra não foi feita pra sair da gente.

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Sobre Jerusalém

Botei meus pés em Jerusalém às 17h do dia 4 de agosto (horário local).

A paisagem é diferente de tudo que eu já vi: uma cidade moderna, com construções de pedra, monumentos enormes, pequenas lojinhas de rua, alfabetos indecifráveis nas placas e rótulos, e judeus, muçulmanos e cristãos circulando com seus estilos e rituais.

E a verdade é que, depois de 48h de viagem, 1 dia em Madri e duas noites sem dormir, eu estava anestesiada diante de tanta informação, sem conseguir absorver toda a essência desse lugar.

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“Como você se sente?”, ele me perguntou.
“Estranha”.

Voltando pro hotel, eu pensava na textura lisa do muro das lamentações e na energia forte que eu senti quando estava lá. Fiz um pedido pela minha família em um pedaço de papel e encaixei entre as pedras, como manda a tradição, e andei em silêncio cortando o vento em direção ao lugar onde homens e mulheres podem ficar juntos.

Fui dormir com a certeza de que encontraria uma nova Jerusalém no dia seguinte.