Sobre Deus

Hoje é meu último dia na Casa Brasil, agência de publicidade onde trabalhei nos últimos 2 anos e 4 meses, e isso não poderia ser mais simbólico pra mim, no dia 30 de dezembro do ano mais louco e mais incrível da minha vida.

Era o primeiro minuto do ano.
Enquanto eu comemorava a chegada de 2013 em um beijo longo e cheio de expectativas ao lado dele, eu reunia toda a minha energia pra enfrentar 9 meses de preparação para o casamento e  a compra/reforma de um  apartamento com uma grana que parecia bem pouca. Não milagrosamente, os meses foram passando e as coisas, se resolvendo.

Em fevereiro, corríamos com a papelada do banco enquanto fazíamos orçamentos de todos os tipos. Em março, comemoramos o financiamento do apê. Em abril, estávamos em obras. Em maio, eu fechava contratos do casamento a todo vapor enquanto uma proposta de emprego (pra ele, e em São Paulo) virou nossas vidas de cabeça pra baixo (eu postei algo aqui como “Turbulências”). Em junho, tivemos a certeza de que ficaríamos em Goiânia e seguimos com a obra do apartamento. Em julho, veio a festa (inesquecível) do meu Chá Bar e um monte de presentes. Em agosto, o apê ficou pronto e, pra não enlouquecer, imprimi um calendário gigante e anotei, dia após dia, todos os itens que eu deveria finalizar antes do casamento. Em setembro, ganhei um Chá de Lingerie, me casei e fui pra Punta Cana, tentar desacelerar. Em outubro, foi a vez do Kombão entrar em cena na viagem pros EUA. Em novembro, e aprendi a fazer lasanha (sim, isso é uma conquista!). E no dia 20 de dezembro, às 11h30, eu pedi demissão.

Mas então peraí: eu mudei de casa, de estado civil e de emprego, fiz 2 viagens e ganhei 2 festas?

Se alguém me perguntasse de onde saiu a grana, o ânimo, a ajuda, a coragem e o tempo pra fazer tudo isso acontecer, eu diria, com toda a certeza, que não faço a mínima ideia.

Mas tenho comigo a certeza de que uma força muito poderosa esteve no comando de tudo, ouvindo minhas preces e me guiando silenciosamente para as melhores escolhas. Força que, aliás, me guiou por toda a vida, e que entende exatamente o que eu sinto, hoje, dia em que saio da Casa Brasil.

[trilha: http://www.youtube.com/watch?v=Mo_DMGc2v5o]

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Long bob com ombré

foto 1Eu já tinha me prometido que não cortaria o cabelo curto outra vez. Tive duas experiências de cortes que pareceram legais na primeira semana e ficaram incrivelmente chatos nas próximas. Mas a verdade é que as mudanças que se pode fazer com o cabelo sempre do mesmo tamanho são limitadas e eu já sabia que precisaria mudar de opinião antes dos 30.

Não deu outra: esgotei as possibilidades aos 28. Camadas, franjas, desfiados, platinados – nada disso traduziria o momento (que é O momento, se é que você me entende). Então cortei as madeixas para realizar o corte de cabelo que eu desejei desde sempre: um chanel moderno, abaixo da nuca e com pontas alongadas que chamaram de long bob. Mas que, pra mim, sempre será um chanel no nome e na atitude.

Aí incrementei um ombré pra riscar o item 2 com força.

Sobre o item 5

Ter o meu próprio negócio é um sonho antigo. 

Cresci com pais empreendedores, vi grandes amigos abrirem suas startups e microempresas, acompanhei minhas irmãs e meu marido (adoro essa palavra!) fazendo suas próprias coisas, sempre esperando pelo dia em que seria a minha vez. E ela não chegou.

Fato é que eu sempre me empolguei com tantas possibilidades que travei e me perdi no discurso de esperar pela hora certa ou pelo ano em que tudo conspirará a favor.

“What the hell are you waiting for?”* – escutei no rádio hoje de manhã , e eu não sei a resposta. Mas sei que não faz qualquer sentido continuar esperando pra fazer o que ninguém pode fazer por mim.

Desliguei o rádio e a pergunta continua na cabeça, ansiosa de ter uma resposta “pra ontem”.

*música Numb - Jay-Z feat. Linking Park

Utilidade Casamentística: detalhes handmade

Eu sempre quis uma cerimônia simples e ultrapersonalizada. E até contei, aqui no blog, a minha angústia com todo o trabalho que eu “conquistei” ao decidir que vários detalhes seriam feitos manualmente, com a ajuda do noivo, da minha família e amigas.

Deu certo.

Vendo as fotos do casamento, eu me orgulho de todas as noites mal dormidas, dos dedos colados com cola quente, dos tecidos que não deram certo, do papel que faltou e da enorme maratona pra transportar 44 flores de papel e 11 molduras gigantes até a empresa de decoração.

Por isso, mais que um relato emocionado de uma noiva que viu suas ideias saírem do papel (literalmente!), esse post é um incentivo para todas as pessoas que valorizam detalhes personalizados e que se dispõem a arregaçar as mangas pra trabalhar. É cansativo, sim! Mas o resultado é o que todo mundo gostaria de ter num dia tão importante como o casamento: uma decoração única.

Pois bem! Aqui estão os itens handmade do meu casório.

>Para a mesa do bolo, decorei copinhos com tira de renda, encomendei forminhas rendadas em São Paulo, decorei forminhas quadradas com fita de cetim e pérola e embrulhei os docinhos de leite ninho com tule e um tag “Love Sweet Love”.

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>Para o fundo da mesa do bolo, fizemos (no plural, como realmente aconteceu) 11 molduras de papel foam de 0,7×2,2m + 44 flores de papel sulfite 180g. O mesmo tutorial que eu usei pra fazer as flores, eu compartilho aqui.

fundobolo efeitofundoflor de papel

>Para a mesa do hall de entrada, fiz laços chanel com papel vegetal (impresso com a mesma textura do meu convite de casamento) e pérola para o chocobem (meu substituto para o bem-casado). E também encomendei dois porta-retratos para as fotos de casamento dos meus pais e sogros.

choco

>Criei uma cinta com papel vegetal, fita e tag para lenços de papel com a mensagem “Para suas lágrimas de alegria”.

lagrimas

>Criei uma placa personalizada para o meu carro, que usamos no trajeto salão-estúdio fotográfico. Isso porque o noivo foi de moto para a cerimônia (como não poderia deixar de ser) e eu me arrumei no mesmo hotel onde o casamento aconteceu.

carro

>Com o furador de uma amiga, fiz várias flores de papel aspen com os nomes de todas as minhas amigas solteiras, e afixei na barra do meu vestido com minialfinetes dourados.

florzinhas
>E como no meu pedido de casamento as alianças vieram dentro de uma concha, repeti o ritual acrescentando fitas de organza para amarrar.

alianças

É isso. E acho que eu nunca vou me cansar de relembrar cada pedacinho o dia 7 de setembro.