2 toques no joelho

Junto com a moto dele, veio um mundo paralelo: um punhado de amigos (queridos) que amam viajar, vivem a simplicidade e não abrem mão da incrível sensação de liberdade provocada pelo vento batendo no rosto.

A verdade é que o mundo motociclístico, alvo de tanto preconceito, é fascinante. Tanto para os que escolhem a moto como um jeito barato de driblar o (péssimo) transporte público, como para os que a escolhem por paixão, devo reconhecer que há algo diferente em todos aqueles que topam estar sobre duas rodas, vencendo a cidade fora da “bolha”.

“Você não tem medo?” – perguntei pra ele um dia.
“Muito. Mas ainda assim não abriria mão disso”, ele respondeu.

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Estar sobre uma moto é experimentar um ir e vir onde tudo está mais próximo, mais colorido ou cinzento, com cheiro e textura. E é claro que eu, que não ando de moto todos os dias, consigo ver isso de uma forma quase poética. Crianças dentro dos carros observam, plantações de eucalipto trazem vento gelado, o asfalto da pista tem desenhos e os caminhões carregam máquinas gigantes. Nada disso seria tão interessante sentada no banco do passageiro, com o vidro fechado. E até mesmo a comunicação impedida por dois capacetes tem um “quê” de charme, quando o simples gesto de dar as mãos ou apertar mais forte pode dizer um monte de coisas.

“Você não tem medo?” – me perguntaram enquanto eu subia na garupa.
“Já tive mais”, respondi quase sem pensar e abotoei o capacete rindo, esperando o momento em que ele iria me dar dois toques do joelho indicando que era hora de segurar firme.

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Sobre os itens 15 e 22

Em 2013, troquei minhas férias 30 dias por duas de 15. Ponto pra mim!

A primeira parte foi a lua de mel, em Punta Cana (República Dominicana): 7 dias de cenário paradisíaco, com sol, mar e tudo incluso. Era o que eu precisava pra acabar com a aceleração dos últimos meses e res-pi-rar. Deu tempo de relembrar os detalhes do casamento, dançar, ver as fotos tiradas por amigos, olhar pro céu, caminhar na praia, ver os pés debaixo da água transparente do mar do Caribe, enrugar os dedos na piscina, pegar um bronze e curtir os primeiros dias de “nós”. Tempo de pensar na nova vida e se sentir grata por todas as coisas que aconteceram; de me acostumar a dizer “marido” e de olhar sem pressa pro cara que vai seguir comigo sem dia pra acabar. 

Pra quem pretende ir à Punta Cana, duas dicas: faça o passeio de barco para a Isla Saona (incrível!) e passe pelo menos 1 noite na boate Oro do Hard Rock Resort.

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A parte 2 foi em Orlando e Miami (Estados Unidos), com ele e mais 7 loucos que eu chamo de amigos: 14 dias sem parar, em parques de diversões, shows e outlets (difícil dizer de qual eu gostei mais, rs). Na van de 15 lugares, carinhosamente apelidada de “Kombão”, nada de conversa séria: só curtição, música e conversa fiada. 9 seres completamente diferentes se divertindo como crianças, brigando por balinha, se encharcando nos brinquedos aquáticos, bebendo Bud com Doritos e repetindo a montanha-russa só pra sentir a adrenalina de novo. Eu definitivamente gastaria uns 20 posts contando todas as histórias e gafes dessa viagem, mas prefiro terminar dizendo que valeu cada minuto e cada centavo. E que já estou ansiosa pela próxima aventura do Kombão e seus sobreviventes.

Pra quem pretende ir aos parques, duas dicas: prefira a baixa temporada pra evitar filas nos brinquedos e chegue sempre 5 minutos antes do parque abrir.
Pra quem pretende fazer compras, uma dica valiosíssima: vá ao Dolphin Mall de Miami e gaste um tempo nas lojas Ross, Burlington e Marshalls antes de ir aos outlets famosos.

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E, bom, se tem um item que vai continuar valendo pra lista de depois dos 30 e da vida inteira é esse: tirar férias, nunca vendê-las. E sempre que possível, acompanhado do item 22 – uma grande viagem.