Miscelânia

Outro dia sintonizei no rádio uma música que me arrancou um sorriso. O dia anterior tinha sido um caos: eu e minha consciência em crise, questionando se eu estava realmente preparada para assumir as decisões que tomei e por quê eu ainda insistia em coisas que me faziam mal. Chorei lágrimas acumuladas, pedi colo, conselho e só engoli tudo no dia seguinte, quando entrei no carro e sorri com a música.

Desse dia em diante vieram duas lições importantes: ligar o “foda-se” para o que me faz mal e o “intensifique” para o que me faz bem. Agora ouço músicas legais todas as manhãs, ligo a vitrola nos fins de semana e liberto declarações sinceras para as pessoas queridas sempre que me dá na telha.

Entrega de convites + apartamento em fase final + emprego bombando + dinheiro acabando + cansaço estão me fazendo viver uma verdadeira montanha russa. O calígrafo dos meus convites, um senhor de cabeça bem branca e muito simpático, beijou a sua esposa na minha frente com uma ternura que me fez bem. No instante seguinte, bati meu carro numa camionete parada. E depois fiquei feliz com presentes de casamento chegando pelos correios. E chorei com detalhes que eu queria e não vou mais conseguir fazer simplesmente porque a grana está curta e eu preciso “fechar a torneira”. E assim vou me nutrindo de coisas legais e chatas, incríveis e desesperadoras, pra viver dia após dia tentando não enlouquecer.

Ontem fui trocar alguns presentes do Chá Bar (assunto que merece um post só dele) e conversei com duas noivas desconhecidas como se elas fossem amigas de infância. Dividimos angústias no balcão e eu me senti, por alguns instantes, confortável em saber que não estou sozinha na montanha russa. Saí da “central de noivas” com um peso a menos nas costas e decidi parar de seguir grupos de casamento no Facebook (o sábio conselho de uma das noivas), rs.

Nesse momento, não vivo sem um comprimido de calmante natural, que me ajudou a (finalmente) conseguir começar e terminar um post. E apesar de estar vivendo toda essa miscelânia, a música do outro dia continua me arrancando um sorriso porque “suddenly I see, this is what I wanna be“.

PS: A música. https://www.youtube.com/watch?v=3d_m0fpv3NM

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Utilidade casamentística: verdades incontestáveis

1. Você vai gastar mais do que planejou. Leia-se: muito mais.

2. Você vai mudar de ideia sobre algumas coisas do seu casamento, inclusive sobre aquelas de que você jurava que tinha certeza.

3. Chegar em casa e ver presentes enviados pelo correio sempre vão te arrancar um sorriso.

4. O simples sai caro.

5. Você sabe que vai sentir saudade dos preparativos do casamento, mas está torcendo para que essa fase passe logo.

6. Você não vai conseguir guardar segredo sobre tudo. [E, se quer saber, compartilhar alguns detalhes com pessoas especiais é muito divertido].

7. Você vai ser chata em vários momentos.

8. Você vai querer dormir e acordar no dia do casamento em vários outros momentos.

9. A sua lista de convidados vai aumentar.

10. Seu noivo é o item mais importante do seu casamento. Li isso em janeiro deste ano e, acredite: não há maior verdade que essa.

A dois anos dos 30

Não era um sábado qualquer.

Acordei ao lado do cara que eu amo, ganhei da família abraços insubstituíveis e, dos amigos, sorrisos sinceros. Tudo como sempre, mas não pra mim. Aumentei o volume do som do carro e me dei conta de que fazer 28 tinha a mesma sensação de fazer 16: você está a 2 anos da idade que todos dizem ser “a tal”, mas daria um dedinho pra ficar uns 3 anos ali, sem fazer aniversário, rs.

E foi quando eu senti apertar o play. Pronto: chegou o ano de um monte de coisas pelas quais você esperou a vida inteira.

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Desliguei o som. Respirei fundo e dediquei o dia 6 de julho de 2013, meu aniversário, pra enxergar as coisas em slow motion – as entrelinhas de cada palavra, o cheiro de cada abraço, a intensidade de cada sorriso, o som de cada telefonema – registrando cuidadosamente os detalhes em uma tentativa quase frustrada de driblar o ano que vai passar em fast foward, assim como o 16º.

Deitei a cabeça no travesseiro e apaguei a luz entendendo que o ano iniciado no dia 6 tem a mesma essência do último sábado. E sorri sozinha porque, afinal, não vai ser um ano qualquer.

A vida em quadradinhos

Eu tive flogão e fotolog. Isso explica uma parte da minha preferência pelo Instagram ao Facebook e todas essas outras redes sociais que as pessoas modernas têm.

O Insta é minha janela quadradinha – o meu olhar sobre o mundo -, sem pretensão de ter um milhão de seguidores e com menos pretensão ainda de ditar moda ou tendências ou “certos e errados”. Funciona como complemento a esse blog: íntimo e restrito, mas em fotos (e agora vídeos!).

Para quem possa interessar, encontre-me por lá como @allynedurando.

insta

Um pedaço da França

Bilhetes coloridos, uma carta, um envelope de gatinho, um postal, um pôster, uma meia de dedinhos e muito amor: tudo isso em um envelope pardo da França para o “Brésil”, mais precisamente para a minha caixa de correio.

cartas

Não sabia se chorava ou se ria lendo as letras de uma amiga que, apesar da distância, me acompanha com seu carinho todos os dias.

E enquanto a minha resposta em forma de carta não chega à França, eu dedico este post pra ela, Vanessa Lustosa.

Porque eu amo sem tamanho.